terça-feira, 11 de junho de 2013
ASSOCIATIVISMO VIVO, PORTO VIVO
Participámos nas comemorações do 115º
aniversário do Circulo Operário Católico do Porto, mais uma associação
centenária da cidade, com um passado de resistência anti-fascista e de
colaboração com a JOC e a JAC. Apesar
das dificuldades e desta associação, que é também uma IPSS, ter
atravessado um período difícil, a verdade é que continua a manter a
actividade, tendo um centro de dia e promovendo acções no domínio da
cultura, recreio e desporto, como o ténis de mesa. A associação alberga
também o Slot Clube do Porto.
Este é mais um exemplo de um associativismo
vivo que contribui para a integração social da sua comunidade local,
apesar da abrangência ser maior.
A Câmara Municipal do Porto tem que ter
uma estratégia, não só de apoio ao movimento associativo, mas também de
parceria estratégica com ele prol da cidade. A desertificação da
cidade, sobretudo do seu centro histórico, aliada à promoção da
desintegração de comunidades locais em virtude dos realojamentos, atinge
profundamente associativismo. Precisamos de mudar de políticas,
precisamos de um outro modelo de desenvolvimento para a cidade, que
inverta a desertificação e o alargamento da mancha de pobreza.
A CDU tem
um projecto de desenvolvimento e quer que as forças vivas da cidade
sejam parceiros estratégicos desse projecto. Está nas nossas mãos a
mudança! Esta nas nossas mãos a sua concretização!
VISITA DA CDU À ZONA DAS ANTAS
Este é o vídeo da reportagem do Porto Canal relativo à nossa visita às ilhas habitacionais da Rua e Travessa das Antas.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
BALANÇO DO DIA
Hoje,
como acontece todas as Terças-feiras da parte de tarde, estivemos a
atender munícipes no gabinete da CDU. Atendemos 17 munícipes que nos
vieram trazer os seus problemas e anseios. A questão central continua a
ser os pedidos de habitação social, o que mostra também o agravamento da
crise social. Recebemos também no gabinete uma delegação de
trabalhadores da Invicta Ambiente, que nos vieram falar das condições de
trabalho e do não cumprimento do acordo de concessão, no que toca a
direitos e regalias, face aos restantes trabalhadores municipais.
DECLARAÇÕES AO PORTO CANAL SOBRE A VISITA AO BAIRRO RAINHA D. LEONOR
Esta é a reportagem do Porto Canal sobre a
nossa visita ao Bairro Rainha D. Leonor, onde também comentámos a
sondagem do Jornal de Notícias relativa às autárquicas para o Porto, que nos dá 10,2%.
VISITA CDU AO BAIRRO RAINHA D. LEONOR
No dia 2 de Junho, visitámos o
Bairro Rainha D. Leonor, com a participação de diversos eleitos municipais e
activistas da CDU.

Os blocos do Bairro Rainha D. Leonor encontram-se na freguesia de Lordelo. O bairro foi construindo 1955, conta com
100 fogos de habitação social e já chegaram aqui a viver mais de 400
pessoas. Muitos dos moradores vivem no bairro desde a sua construção ou
são filhos de moradores, tendo nascido e crescido no bairro. Nestes
mandatos de Rui Rio, a CDU tem vindo a insistir na reabilitação do
bairro, sendo um dos bairros do grupo 1, ou seja, dos mais antigos e com
piores condições. O edificado encontra-se bastante degradado,
nomeadamente as fachadas exteriores, as escadas e patamares de acesso às
habitações. Casas de dimensão diminuta, com problemas estruturais no
interior. Caixas de correio e secadores danificados. A que se soma um
conjunto de casas emparedadas. Mais de 50% do bairro encontra-se
desabitado. Não existem realojamentos para o bairro e tem vindo a ser
promovidos realojamentos se moradores para outros bairros da periferia
do Porto. É de sublinhar que este bairro encontra-se nas imediações
centro histórico da cidade, com vistas sobre o rio Douro. Há já alguns
anos que se mantém a indefinição sobre o futuro do bairro, sendo a
demolição uma crónica anunciada.
A questão é sempre a mesma. Demolir
pode ser necessário para que exista uma reabilitação a custos mais
baratos e garantir melhores condições habitacionais. Mas a questão
central é o que se pretende fazer ao bairro. A CDU quer que no local
possa nascer um bairro social de novo tipo, que integre a comunidade
local que lá existe e faça aumentar a oferta de habitação social na
cidade. A CDU não quer outra operação imobiliária como a do Aleixo ou o
que aconteceu ao bairro S. Vicente de Paulo. Esta coligação PSD/CDS e
seus herdeiros vêem condomínios de luxo aqui a crescer. São duas ópticas
diferentes para o desenvolvimento da cidade. A da coligação tem vindo a
promover a desertificação da cidade e o esvaziamento do centro
histórico, em paralelo com a desintegração das comunidades locais,
promovendo a perda de identidade do Porto tal como o conhecemos.
Precisamos mudar o Porto, mudar de políticas e inverter a lógica de
desenvolvimento que tem vindo a ser seguida. Temos um projecto de
desenvolvimento para o Porto, está nas nossas mãos garantir o Porto vivo
e dinâmico que queremos e precisamos. Um Porto de Abril!
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