terça-feira, 25 de junho de 2013

COLIGAÇÃO PSD/CDS AMEAÇA FERIADO DE S. JOÃO E PÕE EM CAUSA DIREITOS DOS TRABALHADORES

No passado dia 12 de Junho, foi emitida uma ordem de serviço por Rui Rio dando informação da substituição daquele que é há mais de 100 anos o feriado municipal mais importante para a cidade do Porto, o Dia de S. João, por uma mera tolerância de ponto.

Segundo foi referido pela coligação PSD/CDS, o argumento para esta alteração prende-se com uma alteração legislativa recente que faz depender os feriados municipais de decisão expressa do Conselho de Ministros, alteração que já no dia 7 de Junho tinha sido clarificada pelo Governo. Trata-se de um argumento falso! Aliás, se dúvidas houvesse, o facto de no passado dia 13 de Junho, Dia de Sto. António, os diversos ministérios, a Presidência da República, a Assembleia da República e até o Diário da República terem gozado feriado sem que tenha havido necessidade de qualquer decisão do Conselho de Ministros, seria suficientemente esclarecedor. O Porto foi o único município em 308 que fez uma interpretação extensiva da Lei. Acresce ainda que entre as competências das Assembleias Municipais, nos termos da lei em vigor, consta a definição do Feriado Municipal anual.

Esta é uma situação muito grave, quer ao nível da gravidade política do precedente, quer ao nível da forma como a decisão foi tomada.

É muito grave que o Presidente da Câmara do Porto seja “mais papista que o Papa”, pondo em causa um Feriado Municipal desta importância, cujas festas populares são uma das principais imagens de marca da cidade e criando mesmo dificuldades nos serviços públicos da administração central no Porto, para poupar dinheiro à conta dos trabalhadores e continuar a sua guerrilha interna vis-a-vis o PSD nacional.

É muito que grave que o Presidente da Câmara procure, mais uma vez, ultrapassar as suas competências, dado que apenas a Assembleia Municipal pode aprovar uma extinção ou criação de um Feriado Municipal. Note-se que as tentativas da coligação PSD/CDS para contornar a Assembleia e impor as suas próprias decisões não são novidade. Aliás, foi tentada a mesma estratégia para a discussão do Regulamento Municipal de Gestão do Parque Habitacional do município. Este tipo de procedimentos são uma prova da falta de princípios democráticos da coligação municipal PSD/CDS e do desrespeito com que trata os órgãos políticos democraticamente eleitos pelas populações.

Para além disso, alertamos para a intenção de não pagamento de trabalho extraordinário aos funcionários municipais subjacente a esta decisão. Acresce ainda a hipótese de muitos dos trabalhadores requisitados para trabalhar no dia de S. João serem destacados para o Circuito da Boavista, o dia seguinte.

Com este caso, revela-se assim a continuidade da política nacional destes partidos na extinção de feriados e no agravamento da exploração dos trabalhadores. Apesar dos manifestos alegadamente contra o Governo encabeçados por Rui Rio, entre outras atitudes públicas em que tenta tacticamente distanciar-se de um governo em queda acentuada de popularidade, a verdade é que o actual Presidente da Câmara do Porto não só defende as mesmas políticas, como tenta sempre acrescentar um “toque” de mais direita, de mais austeridade e de menos democracia.

A CDU exige a reposição do Feriado Municipal de S, João para os trabalhadores municipais, como forma de defesa dos direitos dos trabalhadores e das tradições S. Joaninas, tão importantes e características da cidade do Porto. Na próxima reunião da Câmara do Porto, iremos confrontar a coligação PSD/CDS com esta situação.

BALANÇO DO DIA

No passado dia 11 de Junho, como acontece todas as terças-feiras da parte da tarde, atendemos munícipes no Gabinete da CDU. Atendemos 8 munícipes que nos vieram trazer os seus problemas e anseios. Recebemos também uma delegação da FENACHE, que acolheu positivamente as nossas propostas para uma parceria estratégica com o movimento cooperativo relativa à reabilitação urbana e ao mercado social de arrendamento.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

BALANÇO DO DIA

Hoje, tivemos da parte da manhã uma reunião da Câmara Municipal do Porto. Da parte da tarde, como acontece todas as Terças, tivemos a atender munícipes no Gabinete da CDU. Atendemos 7 munícipes que nos vieram trazer os seus problemas e os seus anseios. 
Na reunião da Câmara apresentámos uma proposta de deliberação, que foi discutida e que irá ser votada na próxima semana. Esta proposta visava complementar a proposta de redução da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 10%. Queríamos usar as possibilidades conferidas pelo artigo 112º do código do IMI, para agravar a taxa de IMI para as casas devolutas/desocupadas em 20%, para incentivar o arrendamento urbano (existem no Porto 29 mil casas devolutas/desocupadas) e desagravar a taxa para proprietário que arrendassem casas com rendas de referência definidas pela câmara ou por casas construídas/reabilitadas por cooperativas de habitação, para incentivar o mercado social de arrendamento ou aquisição de casas com custos controlados. Queríamos também uma redução adicional de 10% da taxa para os prédios urbanos arrendados nas freguesias cuja percentagem de alojamentos familiares arrendados se encontra-se abaixo da média da cidade (29%). Esta proposta teria um efeito neutro do ponto de vista orçamental. 
A redução da taxa do IMI proposta pelo executivo, passar de 0,4% para 0,36%, mostra que como a CDU tem vindo a afirmar, que havia margem para já se ter reduzido a taxa de IMI em 2011 e 2012. O IMI executado nestes anos foi superior em 1 milhão de euros e 3,4 milhões de euros, face ao orçamentado. Face às nossas estimativas a receita do IMI inscrita no orçamento para 2013 encontra-se subestimada em cerca de 1,9 milhões de euros, o que permitiria ter efectuado uma redução da taxa de IMI em 12,5%, devolvendo mais de 1 milhão de euros aos agregados familiares, sem pôr em causa o equilíbrio financeiro para o futuro. 
Foi discutido também o plano de emergência social aprovado pela Área Metropolitana do Porto, orçado em 2 milhões de euros, dos quais 304 mil euros serão distribuídos a agregados familiares carenciados na cidade do Porto. Se tivermos em conta que ajuda máxima é de mil euros por agregado familiar estamos a falar de apoiar 304 famílias. Só as famílias elegíveis (com rendimentos per capita de 197,55 euros) que recebem RSI são mais de 6.800, ou seja, longe das expectativas de muitas famílias que viram este programa ser anunciado com toda a pompa e circunstância. A questão fundamental é que para quebrar o ciclo vicioso da pobreza, temos que romper com o modelo económico e as políticas subjacentes que continuam a gerar novos pobres todos os dias. 
Ficámos também a saber que as obras que tinham sido suspensas em 6 bairros sociais continuarão a ficar suspensas, por causa do pagamento do acordo dos terrenos do Parque Cidade, uma vez que a receita extraordinária consignada não foi realizada. Saudámos a 10º edição do Serralves em Festa. Questionámos o executivo sobre o fecho anunciado das estações de correios na cidade. Obtivemos o silêncio. 
No final da tarde, juntamente com outros eleitos e activistas da CDU, fizemos uma visita à zona de S. Pedro de Miragaia, onde para além do contacto com a população e com a Associação Recreativa e Desportiva de S. Pedro de Miragaia, fomos ver o decorrer das obras de saneamento nas escadas do Monte dos Judeus. Mais uma vez esta obra da Mota-Engil, por conta da empresa municipal Águas do Porto, se encontra parada. O número de dias para completar a obra aumentou de 150 para 200 e no local temos neste momento um buraco e um esgoto a céu aberto, para desespero dos moradores locais, nomeadamente os do Beco do Preto. Na visita constatámos a desertificação e o grau de devolução do edificado em que se encontra esta zona de S. Pedro de Miragaia. 
Precisamos mesmo de inverter o modelo de desenvolvimento que tem vindo a ser seguido. Precisamos de mudar o Porto, com confiança numa vida melhor! Precisamos de um Porto de Abril!

terça-feira, 11 de junho de 2013

AUDIÇÃO DO GRUPO PARLAMENTAR DO PCP SOBRE POBREZA INFANTIL E CRIANÇAS/JOVENS EM RISCO

Participámos numa audição do Grupo Parlamentar do PCP sobre a pobreza infantil e as crianças/jovens em risco, onde para além da participação da deputada do PCP Rita Rato e de Ilda Figueiredo, estiveram várias associações e membros das CPCJ. 
Nesta audição foram apresentadas várias propostas do PCP na Assembleia da República nestas matérias, nomeadamente o reforço dos meios humanos e materiais das CPCJ. Os testemunhos de todo o distrito do Porto confirmam o agravamento da situação económica e social, em paralelo com a redução do acesso e valores das prestações sociais. A que acresce o problema de muitas famílias não terem acesso a condições habitacionais condignas. Foi reforçada a ideia que mesmo o trabalho não tira as pessoas da pobreza, como é o caso de quem recebe o salário mínimo liquido. Falou-se da importância de mudar de modelo económico para quebrar o ciclo vicioso da pobreza. Sendo importante a solidariedade para responder às consequências, é necessário combater as causas da pobreza. Como garantir os direitos das crianças se estão a retirar direitos e rendimento aos pais? 
É urgente derrotar estas políticas de direita ao nível local e nacional. Está nas nossas mãos quebrar o ciclo vicioso da pobreza!



ATÉ O AMANHÃ CHEGAR.


ASSOCIATIVISMO VIVO, PORTO VIVO

Participámos nas comemorações do 115º aniversário do Circulo Operário Católico do Porto, mais uma associação centenária da cidade, com um passado de resistência anti-fascista e de colaboração com a JOC e a JAC. Apesar das dificuldades e desta associação, que é também uma IPSS, ter atravessado um período difícil, a verdade é que continua a manter a actividade, tendo um centro de dia e promovendo acções no domínio da cultura, recreio e desporto, como o ténis de mesa. A associação alberga também o Slot Clube do Porto. 
Este é mais um exemplo de um associativismo vivo que contribui para a integração social da sua comunidade local, apesar da abrangência ser maior. 
A Câmara Municipal do Porto tem que ter uma estratégia, não só de apoio ao movimento associativo, mas também de parceria estratégica com ele prol da cidade. A desertificação da cidade, sobretudo do seu centro histórico, aliada à promoção da desintegração de comunidades locais em virtude dos realojamentos, atinge profundamente associativismo. Precisamos de mudar de políticas, precisamos de um outro modelo de desenvolvimento para a cidade, que inverta a desertificação e o alargamento da mancha de pobreza. 
A CDU tem um projecto de desenvolvimento e quer que as forças vivas da cidade sejam parceiros estratégicos desse projecto. Está nas nossas mãos a mudança! Esta nas nossas mãos a sua concretização!


VISITA DA CDU À ZONA DAS ANTAS

Este é o vídeo da reportagem do Porto Canal relativo à nossa visita às ilhas habitacionais da Rua e Travessa das Antas.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

BALANÇO DO DIA

Hoje, como acontece todas as Terças-feiras da parte de tarde, estivemos a atender munícipes no gabinete da CDU. Atendemos 17 munícipes que nos vieram trazer os seus problemas e anseios. A questão central continua a ser os pedidos de habitação social, o que mostra também o agravamento da crise social. Recebemos também no gabinete uma delegação de trabalhadores da Invicta Ambiente, que nos vieram falar das condições de trabalho e do não cumprimento do acordo de concessão, no que toca a direitos e regalias, face aos restantes trabalhadores municipais.

DECLARAÇÕES AO PORTO CANAL SOBRE A VISITA AO BAIRRO RAINHA D. LEONOR

Esta é a reportagem do Porto Canal sobre a nossa visita ao Bairro Rainha D. Leonor, onde também comentámos a sondagem do Jornal de Notícias relativa às autárquicas para o Porto, que nos dá 10,2%.

ENTREVISTA AO JORNAL PÚBLICO



VISITA CDU AO BAIRRO RAINHA D. LEONOR

No dia 2 de Junho, visitámos o Bairro Rainha D. Leonor, com a participação de diversos eleitos municipais e activistas da CDU.

Os blocos do Bairro Rainha D. Leonor encontram-se na freguesia de Lordelo. O bairro foi construindo 1955, conta com 100 fogos de habitação social e já chegaram aqui a viver mais de 400 pessoas. Muitos dos moradores vivem no bairro desde a sua construção ou são filhos de moradores, tendo nascido e crescido no bairro. Nestes mandatos de Rui Rio, a CDU tem vindo a insistir na reabilitação do bairro, sendo um dos bairros do grupo 1, ou seja, dos mais antigos e com piores condições. O edificado encontra-se bastante degradado, nomeadamente as fachadas exteriores, as escadas e patamares de acesso às habitações. Casas de dimensão diminuta, com problemas estruturais no interior. Caixas de correio e secadores danificados. A que se soma um conjunto de casas emparedadas. Mais de 50% do bairro encontra-se desabitado. Não existem realojamentos para o bairro e tem vindo a ser promovidos realojamentos se moradores para outros bairros da periferia do Porto. É de sublinhar que este bairro encontra-se nas imediações centro histórico da cidade, com vistas sobre o rio Douro. Há já alguns anos que se mantém a indefinição sobre o futuro do bairro, sendo a demolição uma crónica anunciada. 
A questão é sempre a mesma. Demolir pode ser necessário para que exista uma reabilitação a custos mais baratos e garantir melhores condições habitacionais. Mas a questão central é o que se pretende fazer ao bairro. A CDU quer que no local possa nascer um bairro social de novo tipo, que integre a comunidade local que lá existe e faça aumentar a oferta de habitação social na cidade. A CDU não quer outra operação imobiliária como a do Aleixo ou o que aconteceu ao bairro S. Vicente de Paulo. Esta coligação PSD/CDS e seus herdeiros vêem condomínios de luxo aqui a crescer. São duas ópticas diferentes para o desenvolvimento da cidade. A da coligação tem vindo a promover a desertificação da cidade e o esvaziamento do centro histórico, em paralelo com a desintegração das comunidades locais, promovendo a perda de identidade do Porto tal como o conhecemos. Precisamos mudar o Porto, mudar de políticas e inverter a lógica de desenvolvimento que tem vindo a ser seguida. Temos um projecto de desenvolvimento para o Porto, está nas nossas mãos garantir o Porto vivo e dinâmico que queremos e precisamos. Um Porto de Abril!




quarta-feira, 29 de maio de 2013

BALANÇO DO DIA

Hoje, tivemos da parte da manhã reunião pública da Câmara Municipal do Porto. Da parte de tarde, recebemos os munícipes no gabinete da CDU, como acontece todas as Terças de tarde. Atendemos 13 munícipes que nos vieram trazer os seus problemas e anseios. Entre eles recebemos o Presidente da Associação de Moradores do Bairro da Lapa, que visitámos no passado Sábado. 
No período antes da ordem dia apresentámos uma proposta de deliberação que visava a criação do cargo do Provedor do Inquilino Municipal, que visava criar uma instância de recurso independente para avaliar as queixas dos moradores dos Bairros Municipais e os candidatos a uma habitação social municipal. Infelizmente esta proposta foi rejeitada pela coligação PSD/CDS. 
Apresentámos também 3 saudações relativas aos clubes da cidade pelos sucessos obtidos na época desportiva 2012/2013, que se traduzem no reforço do desporto e da imagem da cidade. Uma saudação ao Futebol Clube do Porto por ter ganho o campeonato nacional de futebol, andebol e hóquei patins. Uma saudação ao Boavista que ganhou a Taça de Portugal em futebol feminino e ao Salgueiros que voltou a subir de divisão, aproximando-se cada vez mais do objectivo de voltar à primeira liga. Em relação a este último é de lamentar que este clube histórico de Paranhos, renascido em 2008, continue a não ter campo próprio na cidade, tendo de treinar num campo emprestado do Padroense em Matosinhos. 
Neste período levantámos também as questões relacionadas com a requalificação suspensa dos Bairros e exigimos que esta continuasse, tendo em conta a margem orçamental e de tesouraria que a Câmara têm, independentemente de se continuar a exigir o que é devido por parte do IHRU, em relação ao Prohabita, Prohabita Lagarteiro e linhas de créditos associadas. Apontámos nomeadamente a questão de continuar a requalificação do Bairro do Lagarteiro e lamentámos que a promessa de reabilitar mais dois blocos não se venha a concretizar. Sendo certo, que após a visita da CDU ao Bairro há duas semanas, Rui Rio veio anunciar que no final da semana a requalificação do Bloco 9 do Bairro vai avançar.
Levantámos também as questões que detectámos na zona da Lapa na última visita, apesar das respostas que pretendíamos terem ficado adiadas, uma vez que o vereador responsável ficou de pedir um relatório aos serviços. Solicitámos que diligências fossem tomadas para reabilitar e reabrir o parque infantil da Lapa e ver se este não podia ter valências acrescidas, nomeadamente ao nível da população mais idosa. Solicitámos que fossem criados acessos de qualidade entre a Estação da Lapa e o Bairro da Associação de Moradores e a Rua da Lapa e que se se interviesse junto da empresa municipal Águas do Porto, para que reparasse os danos de pavimentos que causados pela sua intervenção na Rua da Liberdade e ruas envolventes do Bairro da Lapa. 
Na agenda o ponto mais importante foi a discussão e aprovação do Regulamento de Gestão do Parque Habitacional do município do Porto. Lembrámos o processo que começou a 20 de Novembro de 2012, nessa altura a CDU propôs que fosse constituído um grupo de trabalho para consensualizar entre todas as forças políticas um regulamento e queria que fosse aberto um período de apreciação pública, para que cerca de 1/5 dos portuenses que iriam ser afectados por este regulamento pudessem ser auscultados. Nessa altura, a coligação PSD/CDS rejeitou esta proposta. Depois rejeitou e desvalorizou as 32 propostas apresentadas pela CDU como princípios orientadores para constituição de um novo regulamento. Depois devido à luta e mobilização da CDU, em sede de Assembleia Municipal, a coligação PSD/CDS foi forçada a abrir um período de apreciação pública e, apesar de terem feito tudo para que parecesse que ele não tivesse existido, devido às visitas aos Bairros da CDU e à campanha de informação sobre as malfeitorias do regulamento que levou a cabo (foi a única força política a fazê-lo), acabou por haver uma participação significativa (187) de inquilinos e munícipes, que apoiaram as propostas da CDU e que se manifestaram contra a base do regulamento, nomeadamente as limitações de acesso à habitação social (artigo 8º do regulamento), as transferências forçadas (Artigo 23º) e a promoção dos despejos (Artigo 47º). 
A CDU lembrou que apesar de em Dezembro a Vereadora do pelouro ter dito que «que não mudava uma virgula», a verdade é que fruto da apreciação pública, acabou por incluir diversas propostas, nomeadamente da CDU, que melhoraram o regulamento, mas que não alteraram as questões fundamentais, fruto da carga ideológica que inquina este regulamento desde o início. A CDU votou contra e irá continuar a mobilização para que o regulamento não venha agora a ser aprovado em sede de Assembleia Municipal. 
Foi também aprovada também as transferência para as escolas e jardins de infância da cidade, no montante de cerca de 159 mil euros. sendo certo que esta montante é para desgaste de material, pequenos investimentos e apoio sócio-educativo (a ajuda alimentar é uma outra transferência), a verdade é que das 49 escolas básicas (mais o conservatório) e os 45 jardins de infância existentes, estamos a falar de um investimento de 4,6 euros por dia por escola/jardim de infância, o que é manifestamente pouco para suprir necessidades. Neste ponto levantamos também a situação de agravamento da situação social nas escolas, nomeadamente com casos de fome e de carências alimentares, de crianças que muitas vezes a única refeição do dia é na escola. Esta foi a denúncia que a CDU fez após o mandato aberto realizado nalgumas escolas da cidade, que se realizou na semana passada. 
De salientar que foi também aprovado, com o nossa abstenção, o leasing operacional para 4 novas viaturas dos serviços de limpeza urbana, que ocorre após denúncias dos trabalhadores e da CDU sobre o estado de degradação das viaturas existentes no parque de viaturas municipal (existiram ainda recentemente dois acidentes, onde dois trabalhadores ficaram feridos). Mais uma vez a coligação PSD/CDS avança com soluções de externalização sem ponderação dos custos económicas da mesma, mas revelando também aquilo que tem sido a política de desmantelamento das oficinas municipais e a falta de investimento e meios operacionais daquilo que ainda sobrevive. Até por questões de operacionalidade, mas também de opções estratégicas na aquisição de equipamento, esta política que tem vindo a ser seguida acaba por limitar opções de outra natureza no futuro.
Sendo uma reunião pública, diversos munícipes intervieram sobretudo por causa do ruído da zona da movida e sobre questões de habitação social. Na questão do ruído continua a haver um fosso entre as declarações do vereador do pelouro do que está a ser feito e os resultados práticos no terreno no que toca ao ruído, estacionamento e limpeza da via pública. Os moradores lutam há anos e, apesar de tímidas melhorias, a verdade é que continuam a sentir que o seu direito ao descanso continua a não estar assegurado. Em relação à habitação levantámos de novo algumas questões. O problema dos idosos que moram em andares elevados no parque habitacional e as dificuldades de acesso às suas habitações, o problema das pessoas que herdam habitações noutros concelhos e que se arriscam a ficar sem habitação social no Porto, o problema das pessoas que vivem por favor em casa de amigos ou continuam a viver em quartos, em situação de carência económica e sem capacidade de autonomização, que continuam a ser preteridas nos pedidos de habitação social e, por último, as questões das obras interiores, tendo em conta que muitas vezes resultaram de problemas estruturais das habitações decorrentes de anos e anos sem requalificação exterior, para além de muitos moradores viverem sozinhos e sem capacidade de procederem a obras, nomeadamente em virtude de carência económica. A Domus Social tem que conseguir encontrar respostas flexíveis para estas situações.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

CDU ESTÁ NA RUA!

TEMOS UM PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO PARA O PORTO. UMA VISÃO ESTRATÉGICA PARA A CIDADE. RECUPERAR O CENTRO HISTÓRICO, PROMOVER O MERCADO SOCIAL DE ARRENDAMENTO, CRIAR NOVAS ACESSIBILIDADES E APOSTAR NAS FORÇAS VIVAS DA CIDADE. JUNTOS VAMOS MUDAR O PORTO, COM CONFIANÇA NUMA VIDA MELHOR. ESTA NAS NOSSAS MÃOS O PORTO DE ABRIL QUE QUEREMOS E PRECISAMOS!

sábado, 25 de maio de 2013

ZONA DA LAPA: EXEMPLO DE ABANDONO EM PLENO CENTRO DO PORTO

Hoje, dia 25 de Maio, visitámos à zona da Lapa, na freguesia de Cedofeita.
Durante a visita foi possível verificar que, apesar das várias denúncias públicas que a CDU têm vindo a realizar e das respectivas propostas apresentadas em sede de Executivo Municipal, a coligação PSD/CDS continua “sem por um prego” nesta zona central da cidade do Porto.
O Bairro Associação de Moradores da Zona da Lapa, constituído por 74 habitações e com cerca de 200 habitantes, continua a carecer de investimentos por parte da Câmara e da Junta de Freguesia. Os moradores queixam-se do mau estado dos arruamentos em cubo de granito que não tem as pendentes adequadas para o escoamento de águas, e quando chove formam-se “lagos” à porta das casas dificultando a entrada dos moradores. Em algumas situações a pendente acaba por encaminhar a águas da chuva para o interior das casas. 
Outra situação gritante, é o estado actual do parque infantil e da ludoteca, que foram encerrados há vários anos e permanecem devolutos e a ser vandalizados. Apesar das várias diligências da Associação de Moradores, que se propunha assegurar a abertura e gestão do equipamento, a Câmara Municipal do Porto tem preferido que este continue encerrado e degradado. Em 22 de Maio de 2012, há um ano, o Câmara aprovou por unanimidade uma proposta apresentada pela CDU, mas tudo continua na mesma. 
Outra das situações encontradas prende-se com o completo abandono de espaços públicos comuns, nomeadamente um enorme terreno camarário, usado como trajecto de acesso por utentes do Metro, com vegetação selvagem já com a altura de uma pessoa. A este terreno acrescem ainda áreas públicas ajardinadas sem tratamento e com muitos ratos. Estes espaços envolventes são ainda inapropriados para a circulação de pessoas com mobilidade condicionada, cujos acessos para chegar da zona da Lapa até à estação do metro, são apenas por umas escadas ou pelo terreno supracitado em que o arruamento em terra é demasiado desnivelado para a circulação de cadeiras de rodas ou por exemplo carrinhos de bebé. 
A actual situação da zona da Lapa, em pleno centro do Porto, confirma que a coligação municipal PSD/CDS multiplica-se com verbalizações em torno da reabilitação das zonas centrais da cidade, mas que a verdade dos factos confirma que negligenciou as suas responsabilidades na preservação do edificado e das populações existentes.




É TEMPO DE DAR A VOZ AO POVO!

É TEMPO DE DAR A VOZ AO POVO, DEMISSÃO DO GOVERNO, JÁ! 
BASTA DE EXPLORAÇÃO. TEMOS DE REAFIRMAR OS VALORES DE ABRIL NA CONSTRUÇÃO DO PRESENTE E DO FUTURO DE PORTUGAL. ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!
UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO. A LUTA CONTINUA, SEMPRE! ATÉ O AMANHÃ CHEGAR!

Foto: É TEMPO DE DAR A VOZ AO POVO, DEMISSÃO DO GOVERNO, JÁ!
BASTA DE EXPLORAÇÃO. TEMOS DE REAFIRMAR OS VALORES DE ABRIL NA CONSTRUÇÃO DO PRESENTE E DO FUTURO DE PORTUGAL. ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS!
UMA GRANDE MANIFESTAÇÃO. A LUTA CONTINUA, SEMPRE! ATÉ O AMANHÃ CHEGAR!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

VISITA DA CDU À ZONA DA LAPA, PARQUE INFANTIL E LUDOTECA CONTINUAM ENCERRADOS

Em Maio de 2012, a CDU fez uma visita ao Bairro da Lapa, nomeadamente ao Parque Infantil da Lapa, propriedade da Junta de Freguesia de Cedofeita. Este parque tinha sido encerrado na altura há mais de 3 anos, encontrando-se degradado e devoluto, incluindo a ludoteca que existia no local. Toda a área envolvente do parque encontrava-se degradada e a precisar de uma intervenção de limpeza, as próprias grades do parque necessitavam de uma reparação ou já não existiam em algumas zonas, sendo o parque utilizado para práticas ilícitas. A Associação de Moradores do Bairro da Lapa então manifestou interesse na gestão deste parque infantil, sem ter tido sucesso. 
A CDU, a 22 de Maio de 2012, apresentou uma proposta com vista a que Câmara criasse as condições para a requalificação e reabertura desde parque infantil. A proposta foi aprovada por unanimidade. Um ano depois, tudo continua na mesma.
A falta de equipamentos sociais no centro histórico, nomeadamente de parque infantis (neste caso, com uma ludoteca), que permitem a ocupação sadia dos tempos livres, são também um obstáculo a fixação de jovens casais, uma vez que hoje muitos pais não encontram perto de si equipamentos de recreio e lazer para o usufruto dos tempos livres dos seus filhos.
Se queremos um centro histórico com vida, temos de criar condições para que aí as pessoas possam viver e trabalhar! Temos de mudar o Porto, com confiança numa vida melhor!
 
DIVULGA E PARTICIPA!

VISITA AO BAIRRO DO LAGARTEIRO

No passado Domingo, visitámos o Bairro do Lagarteiro, na freguesia de Campanhã, inserido na zona sempre esquecida de Azevedo. O bairro é composto por 13 blocos e 446 fogos habitacionais, tendo cerca de 1.800 moradores. 5 dos blocos encontram-se ainda por requalificar, após a suspensão de verbas por parte do IHRU em Maio de 2012. Na altura Rui Rio assumia mesmo assim o compromisso de requalificar mais dois blocos até ao final do mandato, no orçamento municipal para 2013 já só se inscrevia um bloco e até ao momento as obras ainda não arrancaram. Na visita ao Bairro do Lagarteiro também tivemos um encontro com a presidente da Associação de Moradores. Também conversámos com moradores do Bloco 9, que se sentem injustiçados pelo seu bloco não ter sido reabilitado, com os outros oito que foram reabilitados na primeira fase na qual estavam integrados, uma vez que os blocos 10 a 13 são mais recentes.
A CDU considera fundamental que a requalificação do Bairro seja concluída, independentemente de Câmara Municipal do Porto continuar a exigir que o IHRU cumpra todos os compromissos. A Câmara Municipal do Porto tem margem orçamental para continuar a reabilitação do Bairro e os moradores não podem ser prejudicados pelo incumprimento por parte do Estado. Também se detectou uma requalificação mais uma vez de fachada que deixou alguns problemas por resolver, nomeadamente no interior das habitações. Sendo de sublinhar que o protocolo assinado a 29 de Maio de 2008 foi amputado das intenções originais, que previa uma reabilitação mais ampla e mais equipamentos sociais. As zonas verdes e de estacionamento encontram-se com falta de manutenção. Os moradores queixam-se de pragas de ratos e baratas. Iremos novamente levantar a questão da reabilitação do bairro na próxima reunião da Câmara Municipal do Porto e na Assembleia da República iremos questionar a tutela. Precisamos repensar os bairros sociais da cidade e a requalificação que esta a ser efectuada, nomeadamente ao nível dos espaços envolventes e acessibilidades. Precisamos mudar Porto, com confiança numa vida melhor!


 
 


ENTREVISTA RADIO MANOBRAS

Estivemos hoje na Radio Manobras, numa entrevista onde apresentámos o projecto da CDU para cidade. Uma conversa de 2 horas onde abordámos as questões do repovoamento e reabilitação do centro histórico, a habitação, o mercado social de arrendamento, a cultura, a cooperação intermunicipal, os transportes e serviços públicos, o turismo, a atractividade do investimento e o emprego, o movimento associativo e sobretudo, a necessidade de mudar e muita confiança no futuro. Esta entrevista para quem não ouviu em directo, vai repetir e mais tarde vai estar disponível para partilha. A CDU avança com toda a confiança!

 Foto: Autárquicas 2013 na Rádio Manobras. Em directo.

Bárbara Silva e Bernardino Guimarães à conversa com Pedro Carvalho, candidato da CDU.

FESTIVAL DO DOURO E DAR USO AO SOLAR DO VINHO DO PORTO, DUAS PROPOSTAS DA CDU

Hoje, tivemos uma reunião de trabalho com o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, IP (IVDP, IP), responsável pela fileira do Vinho do Porto e pela sua promoção. O volume de negócios gerado pelo Vinho do Porto e o património cultural que ele encerra, necessitaria que houvesse mais investimento para a promoção, dos que os parcos 2,9 milhões de euros perspectivados para 2013. 
A marca Porto é mais que a cidade, é porta de entrada da região Norte. O Douro, região demarcada do Douro (RDD) e o vinho do Porto são marcas autónomas, mas englobadas na marca Porto, podendo potenciar o desenvolvimento económico local e regional e promover a complementaridade e a integração entre as zonas urbanas e rurais dos municípios da RDD. Consideramos importante a criação de uma comissão intermunicipal entre Porto e Gaia, para promover a marca Porto, no contexto Douro e do vinho do Porto, que organizasse um Festival do Douro que unisse as duas margens. Seria também importante, inserido num contexto de requalificação e promoção dos caminhos do romântico, dar uso ao solar do vinho do Porto, actualmente encerrado, numa parceria da Câmara Municipal do Porto, com IVDP e a Escola de Hotelaria no Porto, com intuito de ligar formação à promoção do vinho do Porto. Seria também de considerar a existência de um selo de qualidade atribuído pela Câmara Municipal do Porto junto da restauração, bares e pequeno comércio do Porto, para ser plataforma de promoção de produtos regionais e locais de qualidade, de onde se destacaria o vinho do Porto, com roteiro próprio. O mercado interno é aquele onde o vinho do Porto mais potencial tem de crescimento. Precisamos de outras políticas. A CDU tem propostas e um projecto de desenvolvimento para a cidade. Temos que mudar o Porto, reafirmar o Porto de Abril que queremos e precisamos, com confiança numa vida melhor!

PROMOVER O TRANSPORTE PÚBLICO, GARANTIR O DIREITO À MOBILIDADE

Na Quarta-feira, promovemos uma audição com diversas estruturas representativas dos trabalhadores do sector dos transportes urbanos do Porto. Do que foi dito torna-se claro as intenções do Governo com reestruturação do transporte urbano e as fusões anunciadas, reduzir a oferta de transporte público, reduzir o número de trabalhadores, para entregar as linhas mais rentáveis à gula dos privados e dos grandes grupos económicos da área do transporte. Tornou-se evidente que os utentes hoje têm um pior serviço e com tarifas mais caras, não existindo uma visão estratégica de conjunto, a que acresce o não funcionamento da Autoridade Metropolitana de Transportes. 
Consideramos que esta lógica tem que ser invertida, tem que se promover o transporte público e garantir as acessibilidades internas do Porto e os movimentos pendulares com outros municípios, de forma a garantir a mobilidade a quem vive e trabalha no Porto. Tem que haver o uso de todo o tipo de transporte urbano e garantida a sua interoperacionalidade, garantir um tarifário único na cidade do Porto e criar ligações radiais com partes da cidade hoje relativamente não cobertas, nomeadamente na cota baixa e na zona oriental. Precisamos de mais cooperação intermunicipal neste domínio e uma entidade reguladora eficaz para os operadores de serviços de transportes do Grande Porto. A redução de tarifário e a promoção de passes sociais, são fundamentais para promover o transporte publico e garantir a inclusão social. Precisamos mudar o Porto, com confiança numa vida melhor! 
Estas foram as declração efectuadas a saída da audição ao Porto Canal.