quarta-feira, 26 de junho de 2013

CDU ANUNCIA JOSÉ ANTÓNIO GOMES COMO O NÚMERO DOIS DA SUA LISTA À CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

No passado dia 19 de Junh0, durante a apresentação do livro "Lembro-me" de José António Gomes, sobre o pseudónimo João Pedro Mésseder, na Cooperativa Árvore, foi anunciado que este fará parte da equipa autárquica da CDU e será o número dois da lista à Câmara Municipal do Porto. 
Escritor, professor e comunista, José António Gomes apresentou algumas das propostas da CDU na área da cultura, nomeadamente a existência de um pelouro da cultura e a devolução dos palcos da cidade, os teatros Rivoli e Campo Alegre. O livro apresentado tem como pano de fundo o dever de memória do autor sobre o Portugal da década 60 e 70, o Portugal do obscurantismo fascista. Uma memória que atravessa o Porto, o Norte, o todo nacional. Um Portugal de fome, miséria, analfabetismo, de pobreza, sem mobilidade social, sem serviços públicos ou segurança social como hoje os conhecemos, de medo, de repressão, de morte e da guerra colonial. Um Portugal que importa não esquecer, um Portugal também que nos ajuda a celebrar os valores e as conquistas de Abril. Um Portugal onde germinou das desigualdades a resistência e que forjou muitos na luta. 
Numa altura em que o governo tenta fazer um ajuste de contas com o 25 de Abril e muitos direitos estão a ter uma regressão que nos faz lembrar os tempos do 24 de Abril, importa trazer aos mais jovens a memória do Portugal que fomos, do Portugal que não queremos retornar, do Portugal que queremos construir e que o projecto de Abril foi apenas um início, naqueles 20 meses que mudaram muitas vidas e que abalaram Portugal (e não só!). 
Temos de reafirmar os valores de Abril na construção do presente e do futuro do Porto e de Portugal. Um Portugal de Abril! Um Porto de Abril!

 Foto: Na passada quarta-feira, Pedro Carvalho, Vereador e candidato da CDU à Câmara Municipal do Porto apresentou, na cooperativa Árvore, o livro LEMBRO-ME, de João Pedro Mésseder (nome literário de José António Gomes), com projeto gráfico de Ana Biscaia e chancela da editora Lápis de Memórias.

Pedro Carvalho adiantou José António Gomes como número dois da CDU à Câmara Municipal, referindo que será uma mais valia poder contar com o contributo deste Escritor e Professor do Ensino Superior na equipa da CDU.

José António Gomes na sua intervenção expôs alguns grandes eixos da política cultural que a CDU defende para o Porto: a restauração de um Pelouro da Cultura e da Educação, a devolução à cidade de equipamentos municipais como o Teatro Rivoli e a dinamização de uma rede descentralizada de bibliotecas.

terça-feira, 25 de junho de 2013

BALANÇO DO DIA

No passado dia 21 de Junho, participámos na arruada do PCP que assinalou dois anos de governação PSD/CDS. Desfilámos exigindo a demissão do governo e a ruptura com as políticas de direita, que estão a conduzir o pais para o desastre nacional, empobrecendo a grande maioria dos portugueses, expropriando trabalhadores e pensionistas, ao serviço dos interesses do grande capital multinacional que opera em Portugal, sobretudo financeiro e alemão.
Depois, tivemos um encontro com o Académico Futebol Clube, mais um clube centenário da nossa cidade, sediado na fronteira do Bonfim com Paranhos, que continua a resistir e a promover o desporto na cidade, apesar de todas as dificuldades. O clube faz a 15 de Setembro 102 anos de existência, conta com cerca de 600 atletas, mantendo escalões integrais na área do andebol e basquetebol (masculino e feminino), mais o hóquei patins. Como se passa em muitos clubes desportivos existe necessidade de investimento nos equipamentos desportivos. 
A Câmara Municipal do Porto devia ser um facilitador entre os clubes desportivos, planeando a promoção do desporto e seu acesso aos portuenses, em parceria estratégica com os clubes desportivos e restante movimento associativo. Apresentámos as nossas propostas para o movimento associativo, que foram bem acolhidas.

Foto: BALANÇO DO DIA 
Hoje, participámos na arruada do PCP que assinalou dois anos de governação PSD/CDS. Desfilámos exigindo a demissão do governo e a ruptura com as políticas de direita, que estão a conduzir o pais para o desastre nacional, empobrecendo a grande maioria dos portugueses, expropriando trabalhadores e pensionistas, ao serviço dos interesses do grande capital multinacional que opera em Portugal, sobretudo financeiro e alemão.
Depois, tivemos um encontro com o Académico Futebol Clube, mais um clube centenário da nossa cidade, sediado na fronteira do Bonfim com Paranhos, que continua a resistir e a promover o desporto na cidade, apesar de todas as dificuldades. O clube faz a 15 de Setembro 102 anos de existência, conta com cerca de 600 atletas, mantendo escalões integrais na área do andebol e basquetebol (masculino e feminino), mais o hóquei patins. Como se passa em muitos clubes desportivos existe necessidade de investimento nos equipamentos desportivos. A Câmara Municipal do Porto devia ser um facilitador entre os clubes desportivos, planeando a promoção do desporto e seu acesso aos portuenses, em parceria estratégica com os clubes desportivos e restante movimento associativo. Apresentámos as nossas propostas para o movimento associativo, que foram bem acolhidas. 

COLIGAÇÃO PSD/CDS AMEAÇA FERIADO DE S. JOÃO E PÕE EM CAUSA DIREITOS DOS TRABALHADORES

No passado dia 12 de Junho, foi emitida uma ordem de serviço por Rui Rio dando informação da substituição daquele que é há mais de 100 anos o feriado municipal mais importante para a cidade do Porto, o Dia de S. João, por uma mera tolerância de ponto.

Segundo foi referido pela coligação PSD/CDS, o argumento para esta alteração prende-se com uma alteração legislativa recente que faz depender os feriados municipais de decisão expressa do Conselho de Ministros, alteração que já no dia 7 de Junho tinha sido clarificada pelo Governo. Trata-se de um argumento falso! Aliás, se dúvidas houvesse, o facto de no passado dia 13 de Junho, Dia de Sto. António, os diversos ministérios, a Presidência da República, a Assembleia da República e até o Diário da República terem gozado feriado sem que tenha havido necessidade de qualquer decisão do Conselho de Ministros, seria suficientemente esclarecedor. O Porto foi o único município em 308 que fez uma interpretação extensiva da Lei. Acresce ainda que entre as competências das Assembleias Municipais, nos termos da lei em vigor, consta a definição do Feriado Municipal anual.

Esta é uma situação muito grave, quer ao nível da gravidade política do precedente, quer ao nível da forma como a decisão foi tomada.

É muito grave que o Presidente da Câmara do Porto seja “mais papista que o Papa”, pondo em causa um Feriado Municipal desta importância, cujas festas populares são uma das principais imagens de marca da cidade e criando mesmo dificuldades nos serviços públicos da administração central no Porto, para poupar dinheiro à conta dos trabalhadores e continuar a sua guerrilha interna vis-a-vis o PSD nacional.

É muito que grave que o Presidente da Câmara procure, mais uma vez, ultrapassar as suas competências, dado que apenas a Assembleia Municipal pode aprovar uma extinção ou criação de um Feriado Municipal. Note-se que as tentativas da coligação PSD/CDS para contornar a Assembleia e impor as suas próprias decisões não são novidade. Aliás, foi tentada a mesma estratégia para a discussão do Regulamento Municipal de Gestão do Parque Habitacional do município. Este tipo de procedimentos são uma prova da falta de princípios democráticos da coligação municipal PSD/CDS e do desrespeito com que trata os órgãos políticos democraticamente eleitos pelas populações.

Para além disso, alertamos para a intenção de não pagamento de trabalho extraordinário aos funcionários municipais subjacente a esta decisão. Acresce ainda a hipótese de muitos dos trabalhadores requisitados para trabalhar no dia de S. João serem destacados para o Circuito da Boavista, o dia seguinte.

Com este caso, revela-se assim a continuidade da política nacional destes partidos na extinção de feriados e no agravamento da exploração dos trabalhadores. Apesar dos manifestos alegadamente contra o Governo encabeçados por Rui Rio, entre outras atitudes públicas em que tenta tacticamente distanciar-se de um governo em queda acentuada de popularidade, a verdade é que o actual Presidente da Câmara do Porto não só defende as mesmas políticas, como tenta sempre acrescentar um “toque” de mais direita, de mais austeridade e de menos democracia.

A CDU exige a reposição do Feriado Municipal de S, João para os trabalhadores municipais, como forma de defesa dos direitos dos trabalhadores e das tradições S. Joaninas, tão importantes e características da cidade do Porto. Na próxima reunião da Câmara do Porto, iremos confrontar a coligação PSD/CDS com esta situação.

BALANÇO DO DIA

No passado dia 11 de Junho, como acontece todas as terças-feiras da parte da tarde, atendemos munícipes no Gabinete da CDU. Atendemos 8 munícipes que nos vieram trazer os seus problemas e anseios. Recebemos também uma delegação da FENACHE, que acolheu positivamente as nossas propostas para uma parceria estratégica com o movimento cooperativo relativa à reabilitação urbana e ao mercado social de arrendamento.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

BALANÇO DO DIA

Hoje, tivemos da parte da manhã uma reunião da Câmara Municipal do Porto. Da parte da tarde, como acontece todas as Terças, tivemos a atender munícipes no Gabinete da CDU. Atendemos 7 munícipes que nos vieram trazer os seus problemas e os seus anseios. 
Na reunião da Câmara apresentámos uma proposta de deliberação, que foi discutida e que irá ser votada na próxima semana. Esta proposta visava complementar a proposta de redução da taxa do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 10%. Queríamos usar as possibilidades conferidas pelo artigo 112º do código do IMI, para agravar a taxa de IMI para as casas devolutas/desocupadas em 20%, para incentivar o arrendamento urbano (existem no Porto 29 mil casas devolutas/desocupadas) e desagravar a taxa para proprietário que arrendassem casas com rendas de referência definidas pela câmara ou por casas construídas/reabilitadas por cooperativas de habitação, para incentivar o mercado social de arrendamento ou aquisição de casas com custos controlados. Queríamos também uma redução adicional de 10% da taxa para os prédios urbanos arrendados nas freguesias cuja percentagem de alojamentos familiares arrendados se encontra-se abaixo da média da cidade (29%). Esta proposta teria um efeito neutro do ponto de vista orçamental. 
A redução da taxa do IMI proposta pelo executivo, passar de 0,4% para 0,36%, mostra que como a CDU tem vindo a afirmar, que havia margem para já se ter reduzido a taxa de IMI em 2011 e 2012. O IMI executado nestes anos foi superior em 1 milhão de euros e 3,4 milhões de euros, face ao orçamentado. Face às nossas estimativas a receita do IMI inscrita no orçamento para 2013 encontra-se subestimada em cerca de 1,9 milhões de euros, o que permitiria ter efectuado uma redução da taxa de IMI em 12,5%, devolvendo mais de 1 milhão de euros aos agregados familiares, sem pôr em causa o equilíbrio financeiro para o futuro. 
Foi discutido também o plano de emergência social aprovado pela Área Metropolitana do Porto, orçado em 2 milhões de euros, dos quais 304 mil euros serão distribuídos a agregados familiares carenciados na cidade do Porto. Se tivermos em conta que ajuda máxima é de mil euros por agregado familiar estamos a falar de apoiar 304 famílias. Só as famílias elegíveis (com rendimentos per capita de 197,55 euros) que recebem RSI são mais de 6.800, ou seja, longe das expectativas de muitas famílias que viram este programa ser anunciado com toda a pompa e circunstância. A questão fundamental é que para quebrar o ciclo vicioso da pobreza, temos que romper com o modelo económico e as políticas subjacentes que continuam a gerar novos pobres todos os dias. 
Ficámos também a saber que as obras que tinham sido suspensas em 6 bairros sociais continuarão a ficar suspensas, por causa do pagamento do acordo dos terrenos do Parque Cidade, uma vez que a receita extraordinária consignada não foi realizada. Saudámos a 10º edição do Serralves em Festa. Questionámos o executivo sobre o fecho anunciado das estações de correios na cidade. Obtivemos o silêncio. 
No final da tarde, juntamente com outros eleitos e activistas da CDU, fizemos uma visita à zona de S. Pedro de Miragaia, onde para além do contacto com a população e com a Associação Recreativa e Desportiva de S. Pedro de Miragaia, fomos ver o decorrer das obras de saneamento nas escadas do Monte dos Judeus. Mais uma vez esta obra da Mota-Engil, por conta da empresa municipal Águas do Porto, se encontra parada. O número de dias para completar a obra aumentou de 150 para 200 e no local temos neste momento um buraco e um esgoto a céu aberto, para desespero dos moradores locais, nomeadamente os do Beco do Preto. Na visita constatámos a desertificação e o grau de devolução do edificado em que se encontra esta zona de S. Pedro de Miragaia. 
Precisamos mesmo de inverter o modelo de desenvolvimento que tem vindo a ser seguido. Precisamos de mudar o Porto, com confiança numa vida melhor! Precisamos de um Porto de Abril!

terça-feira, 11 de junho de 2013

AUDIÇÃO DO GRUPO PARLAMENTAR DO PCP SOBRE POBREZA INFANTIL E CRIANÇAS/JOVENS EM RISCO

Participámos numa audição do Grupo Parlamentar do PCP sobre a pobreza infantil e as crianças/jovens em risco, onde para além da participação da deputada do PCP Rita Rato e de Ilda Figueiredo, estiveram várias associações e membros das CPCJ. 
Nesta audição foram apresentadas várias propostas do PCP na Assembleia da República nestas matérias, nomeadamente o reforço dos meios humanos e materiais das CPCJ. Os testemunhos de todo o distrito do Porto confirmam o agravamento da situação económica e social, em paralelo com a redução do acesso e valores das prestações sociais. A que acresce o problema de muitas famílias não terem acesso a condições habitacionais condignas. Foi reforçada a ideia que mesmo o trabalho não tira as pessoas da pobreza, como é o caso de quem recebe o salário mínimo liquido. Falou-se da importância de mudar de modelo económico para quebrar o ciclo vicioso da pobreza. Sendo importante a solidariedade para responder às consequências, é necessário combater as causas da pobreza. Como garantir os direitos das crianças se estão a retirar direitos e rendimento aos pais? 
É urgente derrotar estas políticas de direita ao nível local e nacional. Está nas nossas mãos quebrar o ciclo vicioso da pobreza!



ATÉ O AMANHÃ CHEGAR.