Hoje,
como todas as terças-feiras, estivemos a atender munícipes no gabinete
da CDU. Atendemos 11 munícipes que vieram nos trazer os seus problemas e
anseios. Entre eles recebemos uma delegação da Associação de Moradores
do Bairro da Maceda e uma delegação da Associação de Moradores do
"bairro" da Bela Vista. Em relação aos munícipes, a questão central teve
a ver com pedidos de habitação social
indeferidos. Pessoas que preenchem os requisitos para atribuição de uma
habitação social e que continuam a ver os seus pedidos rejeitados ano
após ano. Tem que haver mais transparência nos critérios de atribuição
de habitação municipal, maior fiscalização por parte dos eleitos
municipais e ser criada a figurar do provedor do inquilino
municipal. Alguns dos casos mais gritantes têm a ver com pessoas que
vivem em quartos ou por favor em casa de familiares, em situação de
carência económica que continuam a ver os pedidos de habitação
recusados. Às 21h participámos na concentração promovida pelos precários
inflexíveis e pelo movimento que se lixe a Troika, a exigir a demissão
do governo, que teve lugar na Avenida dos Aliados. Amanhã, vamos ter um
encontro com o IPP e às 18h vamos participar na concentração promovida
pelo PCP, para exigir a demissão do governo, que terá lugar no Via
Catarina.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
PROPOSTAS DE COOPERAÇÃO ENTRE OS MUNICÍPIOS DO PORTO E DE GONDOMAR
Os Municípios do Porto e de Gondomar têm uma extensa fronteira comum
que se traduz, do lado do Porto, numa pequena parte da freguesia de
Paranhos e da totalidade dos limites Norte e Nascente da Freguesia de
Campanhã e, do lado de Gondomar, pelas freguesias de Rio Tinto, Fânzeres
e Valbom.
Mas, para além desta partilha de fronteiras
territoriais, o Porto e Gondomar usufruem diversos cursos de água que
atravessam os dois Municípios, e que, em alguns locais, servem de
fronteira, como são os casos dos rios Tinto e Torto e, também, o Douro.
Rios como o Tinto potenciam a ligação entre ambos os municípios através
de corredores ecológicos, que permitem romper as barreiras hoje
existentes, nomeadamente pela estrada da circunvalação e ao mesmo tempo
permitem integrar e desenvolver o território esquecido de Azevedo de
Campanhã (isolado pela VCI, Circunvalação e IC29), nomeadamente a
fronteira do Pego Negro. Esta Ligação entre municípios poderia ser
estabelecida pela conclusão do Parque Oriental da cidade do Porto.
Também
em termos populacionais, há fortes ligações entre os dois Municípios,
sendo que hoje residem em Gondomar milhares de habitantes originários do
Porto e que abandonaram esta cidade vítimas do encarecimento
especulativo da habitação, quer ao nível dos preços de aquisição, quer
dos valores das rendas que se praticam na cidade do Porto.
Os dois
Municípios apresentam, ainda, um significativo fluxo diário de
habitantes nos percursos casa/trabalho/casa, mas também por razões de
estudo e acesso a zonas comerciais e/ou de serviços públicos.
Não
obstante as grandes infraestruturas rodoviárias que, nos últimos anos,
foram construídas nas zonas de fronteira dos dois Municípios (casos da
VCI, troço Nascente, e do IC29), as mesmas não servem a totalidade dos
moradores dos dois Municípios, designadamente daqueles que vivem nas
zonas de fronteira, que ainda são servidos por arruamentos e caminhos
marcadamente rurais, inseridos em malhas urbanas desqualificadas. A que
acresce a falta de interoperacionalidade dos transportes urbanos entre
os dois municípios, nomeadamente entre o transporte colectivo rodoviário e
a linha de metro, a qual foi amputada e sua extensão a Gondomar/S.
Cosme continua adiada.
Constata-se, assim, que as
ligações territoriais entre o Porto e Gondomar sofrem as consequências
do facto de a zona oriental da cidade do Porto, designadamente a
nascente das barreiras constituídas pela linha de caminho-de-ferro,
estrada da Circunvalação e, mais recentemente VCI e IC29, e fruto das
políticas de sucessivas Câmaras de maioria PS ou PSD/CDS, estar
permanentemente esquecida, o que se traduz num inadmissível estado de
subdesenvolvimento dos núcleos populacionais fronteiriços.
Conscientes
desta situação, os candidatos da CDU à Presidência das Câmaras
Municipais do Porto e de Gondomar consideram que é fundamental inverter a
tendência verificada nos últimos mandatos em que o diálogo entre os
responsáveis políticos dos dois Municípios, oriundos do mesmo quadrante
político, apenas se registou no âmbito de «negociatas» políticas para
partilha de cargos em entidades supramunicipais (de que o Metro do Porto
e a Junta Metropolitana do Porto são um exemplo), sem quaisquer
benefícios para as Populações. Os candidatos da CDU reafirmam a
importância da cooperação intermunicipal para estreitar as ligações
entre os dois municípios e suas populações, resolver problemas de
assimetrias no desenvolvimento territorial e estruturais, como as
ligações viárias e a despoluição de cursos de águas comuns, assim como
aproveitar as sinergias económicas entre os parques indústrias de
Gondomar e os serviços que a cidade do Porto pode fornecer, de apoio à
actividade económica.
Neste contexto, não deixa, aliás,
de ser sintomático o facto de o único acordo relevante e com vantagens
para os dois Municípios e para as suas Populações tenha sido alcançado
no tempo e por iniciativa do Vereador da CDU na Câmara do Porto que,
enquanto Presidente dos então SMAS, estabeleceu um acordo para que a
ETAR do Freixo tratasse as águas residuais produzidas na freguesia de
Fânzeres.
Nesse sentido, e na sequência de uma
abordagem sistematizada que fizeram à situação dos dois Municípios, os
Candidatos da CDU à Presidência das Câmaras Municipais do Porto e de
Gondomar assumem o compromisso de, após a sua eleição, trabalharem em
conjunto, reforçando a cooperação intermunicipal, no sentido de:
• Efectivar a despoluição, renaturalização e requalificação dos rios Tinto
e Torto, concretizando, se relevantes, os projectos já existentes ou
elaborando um projecto próprio;
• Estudar a situação da
ETAR do Meiral, Rio Tinto, que está a ser alvo de uma intervenção
técnica no valor de vários milhões de euros, no sentido da verificação
da sua efetiva viabilidade;
• Construírem a segunda
fase do Parque Oriental, estendendo-o até ao Freixo, a Sul, e
alargando-o ao território das freguesias de Rio Tinto e Fânzeres, para
Norte, transformando-o num verdadeiro Parque Metropolitano e elemento de
requalificação de toda a zona, estabelecendo um corredor ecológico de
ligação com Gondomar;
• Darem continuidade aos caminhos
pedonais construídos na marginal do Douro pelo Município de Gondomar,
ligando-os, ao longo do Porto, até à ponte Luís I;
•
Encetarem uma política de reabilitação das diversas ruas e caminhos que
ligam o Porto e Gondomar, Areias, Ponte do Gato, Furamontes, tornando-os
transitáveis e elementos estruturantes de requalificação urbanística
das zonas adjacentes;
• Assumirem o compromisso pela
requalificação da circunvalação e alteração do seu perfil viário, no
sentido de melhorar a proximidade e ligação entre os dois municípios;
•
Trabalharem para a melhoria das condições de habitabilidade dos
moradores dos diversos núcleos populacionais existentes na fronteira dos
dois Municípios, designadamente Areias, Furamontes, Tirares, Pego
Negro, entre outros.
• Analisarem as concessões de
transportes públicos existentes entre os dois Municípios, procurando que
os mesmos sirvam, efectivamente as respectivas populações, melhorando a
sua interoperacionalidade.
Para além destes assuntos,
os Candidatos da CDU à Presidência das Câmaras Municipais do Porto e de
Gondomar assumem o compromisso de institucionalizarem a realização, ao
mais alto nível, de reuniões semestrais das duas autarquias para
analisarem o andamento dos trabalhos estabelecidos e definirem planos de acção futuros.
Os Candidatos da CDU à Presidência das
Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar consideram que, com este
compromisso, se inaugurará uma nova e verdadeira forma de cooperação
intermunicipal, enterrando, definitivamente, os hábitos e vícios que têm caracterizado o relacionamento dos Presidentes das Câmaras da Área
Metropolitana do Porto, mais preocupados com o seu próprio umbigo do que
com o desenvolvimento da Região e a satisfação das necessidades das
suas populações.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
27 DE JUNHO, EU FAÇO GREVE GERAL
27 DE JUNHO, EU FAÇO GREVE GERAL. BASTA DE
EXPLORAR QUEM TRABALHA. VAMOS FAZER UMA GRANDE GREVE GERAL. UMA GREVE
PARA REAFIRMAR OS VALORES DE ABRIL. PARA CUMPRIR E FAZER AVANÇAR ABRIL.
UMA GREVE PARA DERROTAR A POLÍTICA DE DIREITA E EXIGIR A DEMISSÃO DESTE
GOVERNO. UMA GREVE PARA AFIRMAR UMA POLÍTICA PATRIÓTICA E DE ESQUERDA!
JUNTA-TE A NÓS, ESTA NAS NOSSAS MÃOS A MUDANÇA NECESSÁRIA!

BALANÇO DO DIA
Hoje,
tivemos reunião da Câmara Municipal do Porto da parte da manhã e da
parte da tarde atendemos 14 munícipes no gabinete da CDU, como é
habitual todas as terças-feiras.
Depois fomos à cerimónia de lançamento da moeda de 2 euros, sessão comemorativa dos 250 anos dos Clérigos, onde foi assinado o protocolo que garante financiamento para a requalificação dos Clérigos (1,8 milhões de euros de fundos comunitários, num investimento estimado de 2,5 milhões de euros). Depois seguimos para a Rua de Trás, cujas obras deixaram a zona intransitável, para desespero dos comerciantes locais. Um dos comerciantes tinha ido nos alertar para a situação no gabinete da CDU. Em relação à reunião da Câmara Municipal do Porto, no período antes da ordem do dia, levantámos o problema da transformação do feriado de S. João numa tolerância de ponto, que retirou direitos e remuneração devida aos trabalhadores municipais. Votámos a nossa proposta que visava aumentar o IMI sobre os prédios devolutos/desocupados e diminuir sobre os fogos arrendados, nomeadamente com rendas apoiadas ou controladas (a coligação PSD/CDS votou contra). Falámos da devolução do Barredo e as responsabilidades da Câmara Municipal do Porto. Falámos da forma como esta a ser conduzido o processo de realojamento do Bairro de S. Nicolau e o que ainda não foi feito relativamente ao bairro da Tapada, na escarpa das Fontaínhas (mais uma herança). Falámos da necessidade de investimento nos equipamentos desportivos. Ao nível da reunião, o principal ponto foi o fim da operação do pavilhão Roda Mota, como a CDU tinha previsto. No meio disto gastou-se 1 milhão de euros num projecto, perderam-se 5,8 milhões de euros de fundos estruturais e o palácio e sua envolvente ficou mais degradada. Mais um grande falhanço de Rui Rio, mais uma pesada herança para futuro. No meio disto a Câmara Municipal do Porto ainda transfere, sem nenhuma necessidade, património para a Porto Lazer. Ainda foi discutido a questão do solar do vinho do Porto, onde defendemos uma parceria pública entre a Câmara Municipal do Porto, o IVDP e a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.
Depois fomos à cerimónia de lançamento da moeda de 2 euros, sessão comemorativa dos 250 anos dos Clérigos, onde foi assinado o protocolo que garante financiamento para a requalificação dos Clérigos (1,8 milhões de euros de fundos comunitários, num investimento estimado de 2,5 milhões de euros). Depois seguimos para a Rua de Trás, cujas obras deixaram a zona intransitável, para desespero dos comerciantes locais. Um dos comerciantes tinha ido nos alertar para a situação no gabinete da CDU. Em relação à reunião da Câmara Municipal do Porto, no período antes da ordem do dia, levantámos o problema da transformação do feriado de S. João numa tolerância de ponto, que retirou direitos e remuneração devida aos trabalhadores municipais. Votámos a nossa proposta que visava aumentar o IMI sobre os prédios devolutos/desocupados e diminuir sobre os fogos arrendados, nomeadamente com rendas apoiadas ou controladas (a coligação PSD/CDS votou contra). Falámos da devolução do Barredo e as responsabilidades da Câmara Municipal do Porto. Falámos da forma como esta a ser conduzido o processo de realojamento do Bairro de S. Nicolau e o que ainda não foi feito relativamente ao bairro da Tapada, na escarpa das Fontaínhas (mais uma herança). Falámos da necessidade de investimento nos equipamentos desportivos. Ao nível da reunião, o principal ponto foi o fim da operação do pavilhão Roda Mota, como a CDU tinha previsto. No meio disto gastou-se 1 milhão de euros num projecto, perderam-se 5,8 milhões de euros de fundos estruturais e o palácio e sua envolvente ficou mais degradada. Mais um grande falhanço de Rui Rio, mais uma pesada herança para futuro. No meio disto a Câmara Municipal do Porto ainda transfere, sem nenhuma necessidade, património para a Porto Lazer. Ainda foi discutido a questão do solar do vinho do Porto, onde defendemos uma parceria pública entre a Câmara Municipal do Porto, o IVDP e a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.
BOM S. JOÃO A TODOS, APESAR DE RUI RIO
Desejo um bom S. João a todos!
Deixo um cheirinho a manjerico e uma quadra improvisada
O Porto de Abril que queremos
Está nas nossas mãos concretizar
Vamos mudar o Porto que temos
Vamos à CDU mais força dar
Deixo um cheirinho a manjerico e uma quadra improvisada
O Porto de Abril que queremos
Está nas nossas mãos concretizar
Vamos mudar o Porto que temos
Vamos à CDU mais força dar
VISITA CDU AO BARREDO
A Visita teve a intenção de fazer um
balanço de dois mandatos de coligação PSD/CDS para esta Zona. O
resultado é visível, abandono total das intervenções camarárias e da
SRU.
A Zona da Ribeira-Barredo, com
intervenções arquitectónicas exemplares da altura do CRUARB, que também
valeram ao Porto a distinção de Património da Humanidade, foi
completamente ignorada nesta década, estando inclusive muitas das
habitações reabilitadas nessa altura hoje fechadas sem qualquer tipo de
ocupação. Esta zona espelha que, de Vivo, o Porto tem pouco e que além
de um nome desajustado a SRU tem um conceito que deu provas suficientes
de não funcionar.
Só um senhorio muito abastado pode
realmente deixar o seu património pronto a habitar abandonado, fazendo
com que a deterioração dos edifícios seja mais acelerada e os custos
ainda mais avultados. Infelizmente, neste caso o senhorio somos todos
nós e são bastantes os portuenses a necessitar de habitação.
Os próprios habitantes destas freguesias
viram-se nestes anos negados da possibilidade de conseguir manter os
filhos por perto, que foram rumando a outros concelhos para encontrar
uma oferta habitacional a preços comportáveis. Alguns destes habitantes
tinham sido alojados provisoriamente no Aleixo durante a reabilitação
desta zona e alguns voltaram, mas foram muitos outros que ficaram por lá
sem expectativas de retorno. Hoje no processo de demolição do Aleixo,
voltam ao jogo de empurra, que para esta câmara significa atirar com os
habitantes do Porto para as periferias e concelhos limítrofes.
Pela voz dos habitantes do Barredo foram
apontadas um número de 60 casas em condições de habitabilidade que,
ainda assim, se encontram abandonadas, tendo sido relatado um caso de
uma idosa inquilina num prédio de habitação camarária que, em graves
condições de mobilidade vive no 3º andar, e pediu à câmara uma
transferência para o 1º que se encontra desocupado. Pedido este que lhe
foi negado sem qualquer explicação razoável e, em contrapartida, foi-lhe
apresentada uma alternativa longe do local onde sempre morou,
Temos vindo a acentuar a sua
prioridade no combate destas injustiças, reclamando um Centro Histórico
do Porto inclusivo, com identidade, no qual é necessário promover um
mercado social de arrendamento que permita a inclusão de novos
habitantes em comunhão com as comunidades existentes. Um exemplo seria a distribuição pontual de habitações, pela malha
do centro histórico, destinadas a estudantes universitários e que
estivessem integradas com as populações locais, atraindo desta forma
jovens para o centro histórico.
Complementarmente, será também
necessário dinamizar a actividade comercial e turística, promovendo
eventos como, por exemplo, uma feira medieval e um Festival do Vinho do
Douro e Porto, explorando-se parcerias com o município de Vila Nova de
Gaia. O incentivo à fixação de oficinas e pequenas indústrias de antigos
ofícios, tão necessários à genuína reabilitação destes edifícios, e o
apoio e divulgação do comércio tradicional seriam outros exemplos
impulsionadores ao desenvolvimento económico desta área e apelativas à
manutenção de uma genuína marca PORTO, selo distintivo para a qualidade
turística da região.
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