terça-feira, 16 de julho de 2013

PASSEIO DAS MULHERES CDU - 7/7

Hoje, estivemos no Passeio das Mulheres CDU, uma grande festa popular, que decorreu no Parque Fluvial de Porto de Rei, em Resende. Participaram cerca de 600 pessoas, entre música, jogos populares e, obviamente, intervenção política de Jerónimo de Sousa. Apesar do calor tórrido, saímos todos mais fortes para continuar a lutar para derrotar a política de direita a nível local e nacional. A luta continua! E quanto às eleições autárquicas, a CDU avança com toda a confiança.
 


PARTICIPAÇÃO NO NONAGÉSIMO ANIVERSÁRIO DA ASSOCIAÇÃO RECREATIVA E DESPORTIVA S. PEDRO DE MIRAGAIA

 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

BALANÇO DO DIA - 6/7

Hoje, tivemos um dia associativo, que mostra que um associativismo vivo é indispensável para termos um Porto vivo, dinâmico e de justiça social. Estivemos nas comemorações do nonagésimo aniversário da Associação Recreativa e Desportiva S. Pedro de Miragaia, onde tivemos contactos com as gentes de S. Pedro de Miragaia. Ao final da tarde participámos numa iniciativa sobre a escarpa das Fontainhas, que teve uma parte lúdica e interventiva, tendo participado num debate com outros candidatos à Câmara Municipal do Porto, onde apresentámos as nossas propostas para a escarpa das Fontainhas e para o centro histórico. Lembrámos a proposta que conseguimos aprovar na Câmara Municipal do Porto a 29 de Novembro de 2011 sobre a escarpa e falámos da necessidade de inverter a política de esvaziamento do centro histórico, promovida pela actual coligação PSD/CDS. As nossas propostas foram bem acolhidas. Esta iniciativa foi organizada pela Campo Aberto, a AMO e a Associação de Solidariedade da Zona das Fontainhas. No final, tivemos contacto com a população local. Vamos mudar o Porto, com confiança numa vida melhor!

DEBATE SOBRE A ESCARPA DAS FONTAINHAS, NA ALAMEDA DAS FONTAINHAS - 6/7


 
 

 

APRESENTAÇÃO DOS CANDIDATOS MUNICIPAIS DA CDU - 5/7

Hoje, tivemos na apresentação pública dos 13 primeiros candidatos da CDU à Assembleia Municipal e à Câmara Municipal do Porto. 58% dos candidatos estão ligados as forças vivas da cidade, dos sindicatos ao movimento associativo popular, das áreas culturais e académicas à área social. Candidatos que são uma equipa com experiência, honestidade e competência para levar a "bom Porto" o projecto de desenvolvimento que a CDU tem para a cidade. Candidatos próximos das populações e dos trabalhadores, dos seus problemas e anseios, solidários com as lutas desenvolvidas e no terreno a tentar resolver os pequenos e grandes problemas que afectam os portuenses. Temos que reforçar a CDU, para termos a mudança necessária, a mudança que queremos e precisamos! Por um Porto vivo, dinâmico e de justiça social.

  

CONCENTRAÇÃO PELA DEMISSÃO DO GOVERNO ORGANIZADA PELO PCP/PORTO - 3/7




REUNIÃO CDU COM A UNIÃO DE SINDICATOS DO PORTO

Este é o vídeo da reportagem do Porto Canal sobre o nosso encontro com a União de Sindicatos do Porto.

PARCERIA ESTRATÉGICA COM AS FORÇAS VIVAS DA CIDADE - IPP

Hoje, tivemos um encontro com a Presidente do Instituto Politécnico do Porto, onde fomos ver os impactos económicos e sociais dos cortes orçamentais e o ataque ao ensino superior público. 

Foi nos transmitido a asfixia financeira que o IPP está a ser alvo e a distribuição iníqua da comparticipação do Estado da acção social por aluno, que no IPP é cinco vezes mais baixa, que, por exemplo, na Universidade de Coimbra. Um dos problemas mais agravantes é a redução dos apoios, bolsas e seus valores, que leva a que alunos com maior carência económica se vejam forçados a abandonar o ensino superior, enquanto se potencia a rentabilização do ensino superior privado. 

Na reunião apresentámos as nossas propostas de parceria estratégica com o IPP, nomeadamente ao nível da investigação produzida poder ter um enfoque na resolução dos problemas da cidade, falámos do programa de bolsas e da possibilidade de haver estágios curriculares na Câmara Municipal do Porto. Falámos da utilização de casas de património da Câmara Municipal do Porto, para criar residências universitárias de pequena dimensão no centro histórico. Falámos da necessidade de resolver o problema das acessibilidades e do enquadramento urbanístico do pólo 2, a necessidade de unificar este espaço. 

Falámos também da necessidade de abertura dos espaços do IPP às comunidades locais, nomeadamente os bairros sociais, como forma de promover a integração social e providenciar serviços à população. As nossas propostas foram bem acolhidas. Vamos mudar o Porto. A Câmara Municipal do Porto tem de ser um facilitador e estabelecer parcerias estratégicas com as forças vivas em prol do desenvolvimento da cidade. É de sublinhar que o IPP conta com sete escolas, em seis cidades, tendo mais de 18 mil alunos.

 

BALANÇO DO DIA - 3/7

Hoje, como todas as terças-feiras, estivemos a atender munícipes no gabinete da CDU. Atendemos 11 munícipes que vieram nos trazer os seus problemas e anseios. Entre eles recebemos uma delegação da Associação de Moradores do Bairro da Maceda e uma delegação da Associação de Moradores do "bairro" da Bela Vista. Em relação aos munícipes, a questão central teve a ver com pedidos de habitação social indeferidos. Pessoas que preenchem os requisitos para atribuição de uma habitação social e que continuam a ver os seus pedidos rejeitados ano após ano. Tem que haver mais transparência nos critérios de atribuição de habitação municipal, maior fiscalização por parte dos eleitos municipais e ser criada a figurar do provedor do inquilino municipal. Alguns dos casos mais gritantes têm a ver com pessoas que vivem em quartos ou por favor em casa de familiares, em situação de carência económica que continuam a ver os pedidos de habitação recusados. Às 21h participámos na concentração promovida pelos precários inflexíveis e pelo movimento que se lixe a Troika, a exigir a demissão do governo, que teve lugar na Avenida dos Aliados. Amanhã, vamos ter um encontro com o IPP e às 18h vamos participar na concentração promovida pelo PCP, para exigir a demissão do governo, que terá lugar no Via Catarina.

VISITA CDU AO BAIRRO DA ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DE MASSARELOS

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PROPOSTAS DE COOPERAÇÃO ENTRE OS MUNICÍPIOS DO PORTO E DE GONDOMAR

Os Municípios do Porto e de Gondomar têm uma extensa fronteira comum que se traduz, do lado do Porto, numa pequena parte da freguesia de Paranhos e da totalidade dos limites Norte e Nascente da Freguesia de Campanhã e, do lado de Gondomar, pelas freguesias de Rio Tinto, Fânzeres e Valbom.

Mas, para além desta partilha de fronteiras territoriais, o Porto e Gondomar usufruem diversos cursos de água que atravessam os dois Municípios, e que, em alguns locais, servem de fronteira, como são os casos dos rios Tinto e Torto e, também, o Douro. Rios como o Tinto potenciam a ligação entre ambos os municípios através de corredores ecológicos, que permitem romper as barreiras hoje existentes, nomeadamente pela estrada da circunvalação e ao mesmo tempo permitem integrar e desenvolver o território esquecido de Azevedo de Campanhã (isolado pela VCI, Circunvalação e IC29), nomeadamente a fronteira do Pego Negro. Esta Ligação entre municípios poderia ser estabelecida pela conclusão do Parque Oriental da cidade do Porto.

Também em termos populacionais, há fortes ligações entre os dois Municípios, sendo que hoje residem em Gondomar milhares de habitantes originários do Porto e que abandonaram esta cidade vítimas do encarecimento especulativo da habitação, quer ao nível dos preços de aquisição, quer dos valores das rendas que se praticam na cidade do Porto.

Os dois Municípios apresentam, ainda, um significativo fluxo diário de habitantes nos percursos casa/trabalho/casa, mas também por razões de estudo e acesso a zonas comerciais e/ou de serviços públicos.

Não obstante as grandes infraestruturas rodoviárias que, nos últimos anos, foram construídas nas zonas de fronteira dos dois Municípios (casos da VCI, troço Nascente, e do IC29), as mesmas não servem a totalidade dos moradores dos dois Municípios, designadamente daqueles que vivem nas zonas de fronteira, que ainda são servidos por arruamentos e caminhos marcadamente rurais, inseridos em malhas urbanas desqualificadas. A que acresce a falta de interoperacionalidade dos transportes urbanos entre os dois municípios, nomeadamente entre o transporte colectivo rodoviário e a linha de metro, a qual foi amputada e sua extensão a Gondomar/S. Cosme continua adiada.

Constata-se, assim, que as ligações territoriais entre o Porto e Gondomar sofrem as consequências do facto de a zona oriental da cidade do Porto, designadamente a nascente das barreiras constituídas pela linha de caminho-de-ferro, estrada da Circunvalação e, mais recentemente VCI e IC29, e fruto das políticas de sucessivas Câmaras de maioria PS ou PSD/CDS, estar permanentemente esquecida, o que se traduz num inadmissível estado de subdesenvolvimento dos núcleos populacionais fronteiriços.

Conscientes desta situação, os candidatos da CDU à Presidência das Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar consideram que é fundamental inverter a tendência verificada nos últimos mandatos em que o diálogo entre os responsáveis políticos dos dois Municípios, oriundos do mesmo quadrante político, apenas se registou no âmbito de «negociatas» políticas para partilha de cargos em entidades supramunicipais (de que o Metro do Porto e a Junta Metropolitana do Porto são um exemplo), sem quaisquer benefícios para as Populações. Os candidatos da CDU reafirmam a importância da cooperação intermunicipal para estreitar as ligações entre os dois municípios e suas populações, resolver problemas de assimetrias no desenvolvimento territorial e estruturais, como as ligações viárias e a despoluição de cursos de águas comuns, assim como aproveitar as sinergias económicas entre os parques indústrias de Gondomar e os serviços que a cidade do Porto pode fornecer, de apoio à actividade económica.

Neste contexto, não deixa, aliás, de ser sintomático o facto de o único acordo relevante e com vantagens para os dois Municípios e para as suas Populações tenha sido alcançado no tempo e por iniciativa do Vereador da CDU na Câmara do Porto que, enquanto Presidente dos então SMAS, estabeleceu um acordo para que a ETAR do Freixo tratasse as águas residuais produzidas na freguesia de Fânzeres.

Nesse sentido, e na sequência de uma abordagem sistematizada que fizeram à situação dos dois Municípios, os Candidatos da CDU à Presidência das Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar assumem o compromisso de, após a sua eleição, trabalharem em conjunto, reforçando a cooperação intermunicipal, no sentido de:

• Efectivar a despoluição, renaturalização e requalificação dos rios Tinto e Torto, concretizando, se relevantes, os projectos já existentes ou elaborando um projecto próprio;

• Estudar a situação da ETAR do Meiral, Rio Tinto, que está a ser alvo de uma intervenção técnica no valor de vários milhões de euros, no sentido da verificação da sua efetiva viabilidade;

• Construírem a segunda fase do Parque Oriental, estendendo-o até ao Freixo, a Sul, e alargando-o ao território das freguesias de Rio Tinto e Fânzeres, para Norte, transformando-o num verdadeiro Parque Metropolitano e elemento de requalificação de toda a zona, estabelecendo um corredor ecológico de ligação com Gondomar;

• Darem continuidade aos caminhos pedonais construídos na marginal do Douro pelo Município de Gondomar, ligando-os, ao longo do Porto, até à ponte Luís I;

• Encetarem uma política de reabilitação das diversas ruas e caminhos que ligam o Porto e Gondomar, Areias, Ponte do Gato, Furamontes, tornando-os transitáveis e elementos estruturantes de requalificação urbanística das zonas adjacentes;

• Assumirem o compromisso pela requalificação da circunvalação e alteração do seu perfil viário, no sentido de melhorar a proximidade e ligação entre os dois municípios;

• Trabalharem para a melhoria das condições de habitabilidade dos moradores dos diversos núcleos populacionais existentes na fronteira dos dois Municípios, designadamente Areias, Furamontes, Tirares, Pego Negro, entre outros.

• Analisarem as concessões de transportes públicos existentes entre os dois Municípios, procurando que os mesmos sirvam, efectivamente as respectivas populações, melhorando a sua interoperacionalidade.

Para além destes assuntos, os Candidatos da CDU à Presidência das Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar assumem o compromisso de institucionalizarem a realização, ao mais alto nível, de reuniões semestrais das duas autarquias para analisarem o andamento dos trabalhos estabelecidos e definirem planos de acção futuros.

Os Candidatos da CDU à Presidência das Câmaras Municipais do Porto e de Gondomar consideram que, com este compromisso, se inaugurará uma nova e verdadeira forma de cooperação intermunicipal, enterrando, definitivamente, os hábitos e vícios que têm caracterizado o relacionamento dos Presidentes das Câmaras da Área Metropolitana do Porto, mais preocupados com o seu próprio umbigo do que com o desenvolvimento da Região e a satisfação das necessidades das suas populações.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

27 DE JUNHO, EU FAÇO GREVE GERAL

27 DE JUNHO, EU FAÇO GREVE GERAL. BASTA DE EXPLORAR QUEM TRABALHA. VAMOS FAZER UMA GRANDE GREVE GERAL. UMA GREVE PARA REAFIRMAR OS VALORES DE ABRIL. PARA CUMPRIR E FAZER AVANÇAR ABRIL. UMA GREVE PARA DERROTAR A POLÍTICA DE DIREITA E EXIGIR A DEMISSÃO DESTE GOVERNO. UMA GREVE PARA AFIRMAR UMA POLÍTICA PATRIÓTICA E DE ESQUERDA! JUNTA-TE A NÓS, ESTA NAS NOSSAS MÃOS A MUDANÇA NECESSÁRIA!

 Foto: 27 DE JUNHO, EU FAÇO GREVE GERAL. BASTA DE EXPLORAR QUEM TRABALHA. VAMOS FAZER UMA GRANDE GREVE GERAL. UMA GREVE PARA REAFIRMAR OS VALORES DE ABRIL. PARA CUMPRIR E FAZER AVANÇAR ABRIL. UMA GREVE PARA DERROTAR A POLÍTICA DE DIREITA E EXIGIR A DEMISSÃO DESTE GOVERNO. UMA GREVE PARA AFIRMAR UMA POLÍTICA PATRIÓTICA E DE ESQUERDA! JUNTA-TE A NÓS, ESTA NAS NOSSAS MÃOS A MUDANÇA NECESSÁRIA!

BALANÇO DO DIA

Hoje, tivemos reunião da Câmara Municipal do Porto da parte da manhã e da parte da tarde atendemos 14 munícipes no gabinete da CDU, como é habitual todas as terças-feiras.
Depois fomos à cerimónia de lançamento da moeda de 2 euros, sessão comemorativa dos 250 anos dos Clérigos, onde foi assinado o protocolo que garante financiamento para a requalificação dos Clérigos (1,8 milhões de euros de fundos comunitários, num investimento estimado de 2,5 milhões de euros). Depois seguimos para a Rua de Trás, cujas obras deixaram a zona intransitável, para desespero dos comerciantes locais. Um dos comerciantes tinha ido nos alertar para a situação no gabinete da CDU. Em relação à reunião da Câmara Municipal do Porto, no período antes da ordem do dia, levantámos o problema da transformação do feriado de S. João numa tolerância de ponto, que retirou direitos e remuneração devida aos trabalhadores municipais. Votámos a nossa proposta que visava aumentar o IMI sobre os prédios devolutos/desocupados e diminuir sobre os fogos arrendados, nomeadamente com rendas apoiadas ou controladas (a coligação PSD/CDS votou contra). Falámos da devolução do Barredo e as responsabilidades da Câmara Municipal do Porto. Falámos da forma como esta a ser conduzido o processo de realojamento do Bairro de S. Nicolau e o que ainda não foi feito relativamente ao bairro da Tapada, na escarpa das Fontaínhas (mais uma herança). Falámos da necessidade de investimento nos equipamentos desportivos. Ao nível da reunião, o principal ponto foi o fim da operação do pavilhão Roda Mota, como a CDU tinha previsto. No meio disto gastou-se 1 milhão de euros num projecto, perderam-se 5,8 milhões de euros de fundos estruturais e o palácio e sua envolvente ficou mais degradada. Mais um grande falhanço de Rui Rio, mais uma pesada herança para futuro. No meio disto a Câmara Municipal do Porto ainda transfere, sem nenhuma necessidade, património para a Porto Lazer. Ainda foi discutido a questão do solar do vinho do Porto, onde defendemos uma parceria pública entre a Câmara Municipal do Porto, o IVDP e a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.

BOM S. JOÃO A TODOS, APESAR DE RUI RIO

Desejo um bom S. João a todos!
Deixo um cheirinho a manjerico e uma quadra improvisada

O Porto de Abril que queremos
Está nas nossas mãos concretizar
Vamos mudar o Porto que temos
Vamos à CDU mais força dar


 Foto: Desejo um bom S. João a todos!
Deixo um cheirinho a manjerico e uma quadra improvisada

O Porto de Abril que queremos
Está nas nossas mãos concretizar
Vamos mudar o Porto que temos
Vamos à CDU mais força dar

VISITA CDU AO BARREDO

A Visita teve a intenção de fazer um balanço de dois mandatos de coligação PSD/CDS para esta Zona. O resultado é visível, abandono total das intervenções camarárias e da SRU.
A Zona da Ribeira-Barredo, com intervenções arquitectónicas exemplares da altura do CRUARB, que também valeram ao Porto a distinção de Património da Humanidade, foi completamente ignorada nesta década, estando inclusive muitas das habitações reabilitadas nessa altura hoje fechadas sem qualquer tipo de ocupação. Esta zona espelha que, de Vivo, o Porto tem pouco e que além de um nome desajustado a SRU tem um conceito que deu provas suficientes de não funcionar.
Só um senhorio muito abastado pode realmente deixar o seu património pronto a habitar abandonado, fazendo com que a deterioração dos edifícios seja mais acelerada e os custos ainda mais avultados. Infelizmente, neste caso o senhorio somos todos nós e são bastantes os portuenses a necessitar de habitação.
Os próprios habitantes destas freguesias viram-se nestes anos negados da possibilidade de conseguir manter os filhos por perto, que foram rumando a outros concelhos para encontrar uma oferta habitacional a preços comportáveis. Alguns destes habitantes tinham sido alojados provisoriamente no Aleixo durante a reabilitação desta zona e alguns voltaram, mas foram muitos outros que ficaram por lá sem expectativas de retorno. Hoje no processo de demolição do Aleixo, voltam ao jogo de empurra, que para esta câmara significa atirar com os habitantes do Porto para as periferias e concelhos limítrofes.
Pela voz dos habitantes do Barredo foram apontadas um número de 60 casas em condições de habitabilidade que, ainda assim, se encontram abandonadas, tendo sido relatado um caso de uma idosa inquilina num prédio de habitação camarária que, em graves condições de mobilidade vive no 3º andar, e pediu à câmara uma transferência para o 1º que se encontra desocupado. Pedido este que lhe foi negado sem qualquer explicação razoável e, em contrapartida, foi-lhe apresentada uma alternativa longe do local onde sempre morou,
Temos vindo a acentuar a sua prioridade no combate destas injustiças, reclamando um Centro Histórico do Porto inclusivo, com identidade, no qual é necessário promover um mercado social de arrendamento que permita a inclusão de novos habitantes em comunhão com as comunidades existentes. Um exemplo seria a distribuição pontual de habitações, pela malha do centro histórico, destinadas a estudantes universitários e que estivessem integradas com as populações locais, atraindo desta forma jovens para o centro histórico.
Complementarmente, será também necessário dinamizar a actividade comercial e turística, promovendo eventos como, por exemplo, uma feira medieval e um Festival do Vinho do Douro e Porto, explorando-se parcerias com o município de Vila Nova de Gaia. O incentivo à fixação de oficinas e pequenas indústrias de antigos ofícios, tão necessários à genuína reabilitação destes edifícios, e o apoio e divulgação do comércio tradicional seriam outros exemplos impulsionadores ao desenvolvimento económico desta área e apelativas à manutenção de uma genuína marca PORTO, selo distintivo para a qualidade turística da região.



REVISTA DE IMPRENSA - PROPOSTAS PARA O BARREDO/RIBEIRA

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DECLARAÇÕES AO PORTO CANAL SOBRE A PARCERIA ESTRATÉGICA COM O MOVIMENTO COOPERATIVO

Este é o vídeo da reportagem do Porto Canal relativo à conferência de imprensa sobre a parceria estratégica com o movimento cooperativo, que realizámos no passado domingo.

POR UMA PARCERIA ESTRATÉGICA COM O MOVIMENTO COOPERATIVO

A habitação continua a ser hoje um problema central no Porto. O valor médio das rendas é demasiado elevado (7,2 euros/m2 segundo estudos da Câmara do Porto), assim como o custo de construção e os preços de habitações para o mercado de venda. A reabilitação urbana levada a cabo na cidade, nomeadamente pela SRU no centro histórico, contribuiu para perpetuar os elevados custos de habitação. Acresce que cerca de 20 mil portuenses continuam a viver nas denominadas «ilhas» habitacionais, muitos deles sem condições de habitabilidade ou em casas de dimensão desadequada ao seu agregado familiar. Apesar disso, subsistem cerca der 29 mil casas desocupadas/devolutas na cidade, parte delas fazem parte do parque habitacional municipal.

No Porto, a autarquia é proprietária de mais de 13 mil habitações, há cerca de mil agregados que aguardam a atribuição de uma habitação social e há, seguramente, muitas centenas de pessoas que continuam à espera de disponibilidade municipal para poderem aceder a uma casa digna para residência do seu agregado. Isto passa-se um pouco por toda a cidade mas tem a sua expressão mais grave na zona oriental.

Na zona histórica, por seu lado, o despovoamento (em grande medida potenciado pela política de realojamentos) e a degradação do edificado teve como consequência inevitável a saída da população mais jovem para os concelhos da periferia, nomeadamente Vila Nova de Gaia, Matosinhos, Maia, Gondomar e Valongo.

Nas duas últimas décadas, o Centro Histórico do Porto perdeu 64% da sua população residente, tendo o ritmo de perda populacional acelerado na última década, sendo três vezes superior à média da cidade. Hoje é penoso viajar pelas ruas da Bainharia, Mercadores, Pena Ventosa, Santana, assim como o Morro da Sé, o Barredo/Ribeira e S. Pedro Miragaia, entre outros exemplo que podiam ser dados, e verificar que há muitas casas em bom estado e que estão devolutas, e muitas outras, infelizmente, em prédios escorados que ameaçam ruir. E muitas destas casas, apesar de desocupadas e em bom estado, são propriedade da Câmara Municipal ou da Fundação para o Desenvolvimento da Zona Histórica do Porto, em liquidação, não estando ao serviço de nenhuma estratégia de aumento da oferta de habitação social e de repovoamento do centro histórico do Porto.

É neste quadro que é essencial estabelecer uma parceria estratégica com as Cooperativas de Habitação da Cidade, no sentido de promover uma reabilitação urbana que potencie a oferta de habitações com rendas e custos controlados e a infraestruturação da cidade (arruamentos, zonas verde e de usufruto público, estacionamento, acessibilidades de transportes públicos, etc.), aumentar a oferta de habitação e equipamentos sociais e promover a criação de um verdadeiro mercado social de arrendamento. Esta parceria conduziria também à promoção do cooperativismo, ao contrário da política seguida nos últimos anos, levada a cabo pela coligação PSD/CDS ao serviço de uma lógica de reabilitação urbana virada para os interesses do grande capital da construção, do imobiliário e financeiro que opera na cidade, do que as intervenções do Corpo da Guarda e das Cardosas são tristes exemplos. Este modelo patrocinado pela SRU, de parcerias público-privadas e que tem vindo a ser defendido e implementado pelo PSD, CDS e PS ao nível local e nacional, é o modelo que urge inverter.

Uma parceria estratégica com o Movimento Cooperativo deve assentar em 3 eixos fundamentais:

1. Tornar o Movimento Cooperativo o parceiro estratégico da reabilitação urbana, nomeadamente pela Porto Vivo/SRU, num quadro de alteração do seu capital social e do seu modelo de gestão, com vista a aumentar a oferta de casas com rendas e custos controlados, aumentar a oferta de habitação e equipamentos sociais, priorizando o mercado de arrendamento e a gestão partilhada da habitação social;

2. Relativamente ao Centro Histórico e às denominadas «casas do património» municipal, deve proceder-se à cedência destas habitações, quer as que estão em bom estado, quer as que precisam de ser requalificadas, cuja reabilitação, manutenção e gestão seriam da responsabilidade de Cooperativas de Habitação, de forma integral ou partilhada, com o compromisso de manter arrendamento social e arrendamento com rendas controladas, sendo que, sem prejuízo de se admitir que uma pequena parte possa destinar-se a venda, a reabilitação urbana deve ter como objectivo central a permanência dos actuais moradores e comerciantes, criando condições para fixar e recuperar comunidades locais, promover a reocupação habitacional e gerar um mercado social de arrendamento.

3. Relativamente à zona oriental do Porto, os terrenos devolutos municipais e o edificado municipal devoluto devem ser cedidos para infraestruturar ao nível do espaço de usufruto público, com arruamentos e equipamento sociais, assim como para construção de habitações a custos económicos (com uma percentagem de arrendamento nunca inferior a 2/3).

Estas propostas foram recentemente apresentadas à Federação Nacional das Cooperativas de Habitação Económica – FENACHE, numa reunião que teve lugar na passada terça-feira, dia 18 de Junho, que vivamente as acarinhou.

Desafiamos as demais candidaturas à autarquia portuense a assumirem o compromisso com esta parceria estratégica com o Movimento Cooperativo, em prol de uma estratégia de desenvolvimento da cidade que promova uma reabilitação urbana conducente ao seu repovoamento, à preservação das comunidades locais e a suprir as carências habitacionais com que o Porto se confronta.

Um Porto dinâmico e de justiça social, necessita de um cooperativismo vivo, de um associativismo vivo.

 

CDU ANUNCIA JOSÉ ANTÓNIO GOMES COMO O NÚMERO DOIS DA SUA LISTA À CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

No passado dia 19 de Junh0, durante a apresentação do livro "Lembro-me" de José António Gomes, sobre o pseudónimo João Pedro Mésseder, na Cooperativa Árvore, foi anunciado que este fará parte da equipa autárquica da CDU e será o número dois da lista à Câmara Municipal do Porto. 
Escritor, professor e comunista, José António Gomes apresentou algumas das propostas da CDU na área da cultura, nomeadamente a existência de um pelouro da cultura e a devolução dos palcos da cidade, os teatros Rivoli e Campo Alegre. O livro apresentado tem como pano de fundo o dever de memória do autor sobre o Portugal da década 60 e 70, o Portugal do obscurantismo fascista. Uma memória que atravessa o Porto, o Norte, o todo nacional. Um Portugal de fome, miséria, analfabetismo, de pobreza, sem mobilidade social, sem serviços públicos ou segurança social como hoje os conhecemos, de medo, de repressão, de morte e da guerra colonial. Um Portugal que importa não esquecer, um Portugal também que nos ajuda a celebrar os valores e as conquistas de Abril. Um Portugal onde germinou das desigualdades a resistência e que forjou muitos na luta. 
Numa altura em que o governo tenta fazer um ajuste de contas com o 25 de Abril e muitos direitos estão a ter uma regressão que nos faz lembrar os tempos do 24 de Abril, importa trazer aos mais jovens a memória do Portugal que fomos, do Portugal que não queremos retornar, do Portugal que queremos construir e que o projecto de Abril foi apenas um início, naqueles 20 meses que mudaram muitas vidas e que abalaram Portugal (e não só!). 
Temos de reafirmar os valores de Abril na construção do presente e do futuro do Porto e de Portugal. Um Portugal de Abril! Um Porto de Abril!

 Foto: Na passada quarta-feira, Pedro Carvalho, Vereador e candidato da CDU à Câmara Municipal do Porto apresentou, na cooperativa Árvore, o livro LEMBRO-ME, de João Pedro Mésseder (nome literário de José António Gomes), com projeto gráfico de Ana Biscaia e chancela da editora Lápis de Memórias.

Pedro Carvalho adiantou José António Gomes como número dois da CDU à Câmara Municipal, referindo que será uma mais valia poder contar com o contributo deste Escritor e Professor do Ensino Superior na equipa da CDU.

José António Gomes na sua intervenção expôs alguns grandes eixos da política cultural que a CDU defende para o Porto: a restauração de um Pelouro da Cultura e da Educação, a devolução à cidade de equipamentos municipais como o Teatro Rivoli e a dinamização de uma rede descentralizada de bibliotecas.

terça-feira, 25 de junho de 2013

BALANÇO DO DIA

No passado dia 21 de Junho, participámos na arruada do PCP que assinalou dois anos de governação PSD/CDS. Desfilámos exigindo a demissão do governo e a ruptura com as políticas de direita, que estão a conduzir o pais para o desastre nacional, empobrecendo a grande maioria dos portugueses, expropriando trabalhadores e pensionistas, ao serviço dos interesses do grande capital multinacional que opera em Portugal, sobretudo financeiro e alemão.
Depois, tivemos um encontro com o Académico Futebol Clube, mais um clube centenário da nossa cidade, sediado na fronteira do Bonfim com Paranhos, que continua a resistir e a promover o desporto na cidade, apesar de todas as dificuldades. O clube faz a 15 de Setembro 102 anos de existência, conta com cerca de 600 atletas, mantendo escalões integrais na área do andebol e basquetebol (masculino e feminino), mais o hóquei patins. Como se passa em muitos clubes desportivos existe necessidade de investimento nos equipamentos desportivos. 
A Câmara Municipal do Porto devia ser um facilitador entre os clubes desportivos, planeando a promoção do desporto e seu acesso aos portuenses, em parceria estratégica com os clubes desportivos e restante movimento associativo. Apresentámos as nossas propostas para o movimento associativo, que foram bem acolhidas.

Foto: BALANÇO DO DIA 
Hoje, participámos na arruada do PCP que assinalou dois anos de governação PSD/CDS. Desfilámos exigindo a demissão do governo e a ruptura com as políticas de direita, que estão a conduzir o pais para o desastre nacional, empobrecendo a grande maioria dos portugueses, expropriando trabalhadores e pensionistas, ao serviço dos interesses do grande capital multinacional que opera em Portugal, sobretudo financeiro e alemão.
Depois, tivemos um encontro com o Académico Futebol Clube, mais um clube centenário da nossa cidade, sediado na fronteira do Bonfim com Paranhos, que continua a resistir e a promover o desporto na cidade, apesar de todas as dificuldades. O clube faz a 15 de Setembro 102 anos de existência, conta com cerca de 600 atletas, mantendo escalões integrais na área do andebol e basquetebol (masculino e feminino), mais o hóquei patins. Como se passa em muitos clubes desportivos existe necessidade de investimento nos equipamentos desportivos. A Câmara Municipal do Porto devia ser um facilitador entre os clubes desportivos, planeando a promoção do desporto e seu acesso aos portuenses, em parceria estratégica com os clubes desportivos e restante movimento associativo. Apresentámos as nossas propostas para o movimento associativo, que foram bem acolhidas.